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domingo, 16 de dezembro de 2012

Depois.


Outra vez eu não sei como começar.
Queria despejar essa agonia que está presa em mim. Botar para fora a bola de pelos que está parada na minha garganta, mas, dessa vez, não consigo fazer disso tudo prosa ou poesia. 
Eu não sou assim. Juro por tudo o que existe no universo, não sou! 
Nesses últimos dias, estive guardada no meu universo – interno- paralelo (em plena confusão) e no lugar onde a vida real acontece, me deixei sem controle, sem inteligência e repudio. 
Tirei férias de mim e aos outros entreguei passaportes para visitação e diversão. 
Não andei pelos melhores lugares e nem fiz as melhores coisas. Muito pelo contrário. E mesmo escondida de tudo, eu consegui sentir o tamanho do erro.
Confesso que hoje, de volta à mim,  me sinto um pouco melhor por descobri quem não quero ser. Acredite, já é uma grande coisa.
Mas de qualquer forma, eu não queria que isso tivesse envolvido mais ninguém. Principalmente alguém que não merece.
Estou descobrindo o que quero ser para mim mesma e lembrando como é ruim ser alvo de quem brinca com o coração de gente que ainda não cansou de se arrepender. Tenho certeza disso porque foi quem fui.
Sei que o que tá feito, simplesmente, tá feito. Mas jogar isso tudo em um papel me faz acreditar que não foi de todo mal. Só de todo egoismo.


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