Mal preguei os olhos essa noite. Esse barulho todo dentro da minha cabeça não tem me deixado dormir.
Parece que meu sono durou dez segundos e pronto. Acordei. E acordei sentindo uma dor terrível nas pernas, dignas de alguém que correu uma maratona (não que eu já tenha tido essa experiência para saber, mas imagino). Minha cabeça esteve um pouco dolorida, principalmente a minha testa onde forma o desenho do onze. Coisa de quem pensa bravo demais. Bravo e demais.
Não foi vantagem para mim ter saído de casa. Soube desde que meus olhos doeram por ter encontrado a claridade. Ando me conhecendo bem.
Perambulei por ruas e ruas buscando mais que depressa terminar o que tinha pendente a fazer para poder voltar para casa, deitar em posição fetal e esperar minha agonia passar. Assim mesmo, resolvendo problemas com maturidade.
Mas, como já era de esperar, o dia se arrastou. Se agarrou ao tempo como uma criança que se segura nas pernas dos pais quando não quer -ou quer, fazer alguma coisa.
Agora cheguei em casa e minha rima anda tão pobre quando a esperança de que as coisas vão melhorar.
Sabe como é, daqui à umas quatro horas começa um novo ano. Vai ser meu ano de decisões (quem me conhece sabe o que penso a respeito de decisões) e tremo por dentro só de pensar nisso tudo que está por vir.
Não sou de fazer promessas e muito menos gosto de superstição, mas, será que vale tudo?
Vamos esperar. Esperar a esperança de que as novas marés não me arrestem para alto mar.
Feliz. Muito feliz 2013 para todos nós.
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