Já não sei mais em qual constelação parei; Não sei ao certo quantas gotas eu contei, nem quantos sorrisos {des}inventei.
Estou a dois dias preso na galaxia que tomou conta do teto escuro de um lugar qualquer.
[...]
- Tem estrelas alí; Acho que não ando bem.
- Mas tem mesmo.
[...]
Estou de mudança para um planeta sem nome porque lá eu vi alguém que não me obriga a mentir, não me pede para mudar, me deixa insistir e por incrível que pareça, não me faz querer fugir.
Juntei todas as minhas desesperanças em uma mala e sem choro nem vela, arremessei pro mar. Virei as costas e fingi que não ouvi nenhuma delas gritar.
Relembrei as lembranças só para me certificar de que já as esqueci.
Estava disposto a reaprender a amar. Porque, meu amor, eu preciso de um clichê pra essa história.
Veja, moça, lembra o que te falei do teu alguém?
Todo o drama se justifica. Eu também entendo as danças da crítica.
Mas, na verdade, tudo isso é só para te pedir que não se assuste com meu drama e meu jeito tão desajeitado. Só assim consigo mostrar que estou tentando o melhor pra poder te dar.
Afinal... Nós vemos as mesmas estrelas.
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