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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Vegas

Eu não quero falar nada. Nunca quis. E mesmo assim cuspo milhões de sinceridades em minha repulsa.
Não sei, sinto levemente, dentro de minha sobriedade madrugueira, que me perdi pelas ruas em que meu pesadelo me levou.
Já tem uma semana, pela minha contagem de tempo, que meus portais interiores se transformaram. A maioria virou poeira estelar. Eu não vejo vocês todos. Não posso ver. Pelos meus olhos só passam as mais vibrantes cores que o disco de newton pôde criar. E elas se intensificam a cada batida da balada que toca nos meus interiores. (Só nos meus interiores).
Eu ouço as pássaros, os riscos e os luxos mas não as marchinhas desse maldito carnaval.
Não ouço vocês. Não posso ouvir. Nem sequer me ouço. - gargalhada.
O meu universo se transborda em todos os meus sentidos. Em seu sentido.
E os meus olhos se fecham, meu pés pisam sem tocar o chão, minha mente vaga por minhas vias mais escondidas.
O cheiro que exalo é o mesmo que me perseguiu pelo estrondante silêncio do universo real por uma vida inteira (longo tempo) como uma fútil mentira. Como um monstro. Creio que agora somos iguais. Somos os outros de nós mesmos. Monstros de olhos arregalados e pupilas inchadas.
Pois é isso meu caro, o fato é que sempre falo sem querer dizer e digo.

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