E ela grita como se em alguma outra rua, ou outra cidade,
alguém que a ouvisse expressasse alguma relevância pelas bambas de seu drama. Qualquer outra
pessoa distante que ainda não tenha decorado o show. Qualquer pessoa que, além
das que estão por perto e não ouvem suas estridentes vibrações ecoarem,
acatasse-a e em seguida permitisse sua submissão.
Mas ela não entende que não adianta. Não entende que
enquanto seus gritos forem sempre desesperados e sem fundamento, não passam de silêncio.
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