Sexta-feira. Ultima aula de sexta feira e muita chuva. Eu amo chuva. Amo chuva e última aula de sexta-feira porque quando ambos acabam eu me sinto livre e nova. É, nova.
Na verdade, não. Gosto mesmo é porque esse tipo de situação me faz sentir diferente, sair da rotina. Convenhamos que hora do rush em uma sexta-feira com chuva é..diferente, e é disso que eu gosto.
Mas hoje, não.
Hoje eu não prestei atenção nos carros e nem na chuva, não sei dizer se tinha muito ou pouco movimento, não faço ideia.
Meu rosto tá inchado e meus olhos em carne viva, horríveis!
Sabe porque? Porque eu falei sem pensar, falei demais, falei o que não devia pra quem, muito menos, devia.
Falei, na ultima aula de uma sexta-feira de muita chuva.
Agora já fazem cinco horas e eu ainda não parei de chorar. A chuva também não parou.
Eu fui obrigada a me sentir um lixo e ir atras dele, ir lá, abraçar e pedir desculpas. Sei que é insignificante, como a chuva foi. Mas pelo menos era. Só precisava ser e eu conseguiria me sentir.. só sentir, ainda não conseguiria ser melhor do que nada.
Eu não senti o chão enquanto estava dentro daquele abraço, ou enquanto te guardei no abraço.
Sentia minha nuca quente e molhada, porque você chorava como uma criança. Nós nos tornamos duas crianças choronas e cheia de motivo pra isso, mas, dos meus motivos, ninguém sabe.
Você quase gritou a saudade, e aquilo me doeu como se entre nós houvesse algo cortante. Como se você fosse feito de lâminas afiadas. Eu te prendi com tanta força...
Vou rezar pra chuva passar. Eu nem sei mais rezar, deixei de acreditar em orações faz um tempo, mas não sei, senti que precisava.
Em todo caso, vou rezar pra saudade também.
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