Nada precisa fazer sentido, e nada faz.
Me tornei qualquer coisa que ninguém saiba descrever.
Escrevo besteira o tempo todo, penso besteira o tempo todo, besteira que já foi mais do que importante.
Mas é que eu tranquei a respiração e pulei, sem braços abertos, sem olhar pro céu. Cai.
Cai e me machuquei, feridas feias que não fiz a menor questão de curar.
Fui um ser desesperadamente errante, desesperadamente mesmo.
Impulsivo até a última gota, última garrafa, último gole, última música, última noite.
Sai de casa sem voltar e conferir se tinha mesmo trancado a porta, na verdade acho que até esqueci onde deixei as chaves mas tanto faz. Tanto faz.
Não, não! O coração não tem nada que ver com isso. Nunca tem. O problema é dentro da gente, é problema da alma que está diretamente relacionada a mente.
Foi assim que eu sai, só de alma, sem mente e mentira, só cara e coragem.
Mas sempre existe um 'mas', um pé atrás, um pé lá onde toda aquela bagunça ficou, lá onde você sabe que não devia voltar mas mesmo assim volta, e eu voltei. Sem pensar nem falar nada, como sempre.
Eu sei que é culpa minha e que não é exatamente certo, não que eu tenha condições pra dizer o que é certo ou não mas pelo menos não me parece ser.
Lutar pra esquecer e depois fazer um tremendo esforço para lembrar.
Acho que quem não tem para onde ir arrisca querer voltar, mas é pra frente que se anda.
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