No pó da estrada
um peito vazio.
Tédio, anseio,
medos, expressões.
Desvios buracos.
Pedras pontiagudas.
Sobram obstáculos.
Constelações caladas,
infinitos medonhos.
Som dos ventos,
trazendo respostas
do outro lugar.
Folhas mortas.
Cacos espalhados
à beira do mar,
levando pro fundo
segredos do ser, do estar.
Pelas andanças
o sol, a pele tosta;
a alma embrutece
a visão conturba.
O calor da vida,
a sede aplaca,
o copo revigora
a dor expande.
Da pedra só o pó.
Das estrelas o brilho.
Do vento só a brisa.
Do mar só as ondas.
Do ser, exemplificar.
Na lida da lida
do sol correr.
(Yara Ribeiro)
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