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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Recomeçar.

Não sei que horas são, mas já deve estar tarde. O Sol que entra pela janela do meu quarto, quase alcança meu rosto. Mas tem uma claridade que está me incomodando à tempos, e nem que o sol vá embora por completo ou eu feche as cortinas, não vai passar. É essa claridade que está me apontando os erros, bem no alvo. É de tirar o folego.
Tem alguma coisa interna implorando pra sair, quero sussurrar algo que está preso. A questão é: não quero me sentir presa a palavras, quero recomeçar.

Me disseram que essa história de recomeçar não é simples como o que eu estou acostumada e estou com medo de parecer fraca. Não consigo sequer escapar do bom dia falso do porteiro,  imagine agora escapar dos meus fantasmas.

Procuro mil maneiras de fugir, é como colocar a culpa em outra pessoa pra se sentir mais leve. O ruim é que meu poder de persuasão não funciona comigo mesma.

Meu medo abala a esperança que apareceu. Medo sim.
Eu demorei tanto pra me estabilizar, e agora olho para os lados, e nada do que me parecia concreto, me dá segurança. Continuo sem conseguir descrever a minha inquietude, meu incomodo.
Não é pra qualquer um.

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